Prove e, se possível, escolha azeite Extravirgem: um azeite de oliva extravirgem genuíno não apresenta defeitos no seu aroma e/ou sabor. Quando você provar um azeite, verifique se ele tem consistência fluida e gosto agradável. Existem casas que oferecem degustação de azeites, então aproveite. O bom azeite deve possuir sabor fresco, frutado e herbal.
Data de fabricação: diferente dos vinhos, o azeite de oliva quanto mais novo melhor. Procure sempre consumir azeites frescos.
Origem: verifique se o local de envase é o mesmo de onde foi produzido. O método de produção do azeite de oliva está diretamente relacionado com a sua qualidade. Por isso, saber a origem do produto e os dados do produtor é sempre uma informação importante.
Coloração do vidro: vidros escuros protegem o produto, fuja de vidros transparentes, pois a luz é um dos fatores que prejudicam a qualidade dos azeites.
Conheça a loja onde compra: tenha certeza de que o mercado ou a loja mantenham a prateleira dos azeites em local arejado e longe da luz do dia. Tanto o calor quanto a luz são fatores que oxidam o óleo e o fazem perder qualidade mais rapidamente.
Observe o rótulo: fique atento às pequenas letras do verso da embalagem. Alguns azeites são propagandeados como extravirgem na frente da embalagem e atrás, com letras pequenas, é explicado que o produto é refinado, ou seja, possui mistura de óleo.
E lembre-se sempre: o Azeite Extravirgem traz verdadeiros benefícios para a saúde, o que não ocorre com óleos compostos.
A extração dos azeites Gamarra é feita como antigamente, em uma prensa mecânica, que foi desenvolvida pela nossa equipe.
A extração de azeites atualmente é feita em sua maioria pelos maquinários modernos de fluxo contínuo. No entanto nós, dos Olivais Gamarra, optamos por utilizar uma prensa mecânica que foi desenvolvida e aprimorada pela nossa equipe visando extrair azeites extravirgem com excelência em qualidade e sabor.
Vamos contar para vocês como é o processo de extração dos nossos azeites nesta matéria.
São 3 fases principais. Trituração das azeitonas, bateção e prensagem.
Antes das azeitonas serem trituradas elas são lavadas e pesadas. Depois seguem para o triturador com caroço e tudo. Elas são trituradas e formam uma massa.
Na fase 2 a massa de azeitonas trituradas é batida para que o azeite se solte.
Enfim monta-se a prensa de camada em camada, com bastante paciência, mas com agilidade, para que o azeite não fique muito tempo em contato com o ar.
fase 1: as azeitonas são trituradas
fase 2: a massa de azeitonas é batida
fase 3: A prensa é montada
Nossa prensa mecânica foi desenvolvida pensando nos mínimos detalhes. Todo equipamento que entra em contato com as azeitonas, massa de azeitonas e azeite é feito em inox. Os antigos capachos foram substituídos por telas que são repostas todos os anos.
Optamos por colher as azeitonas bem verdes. Assim obtemos um azeite mais intenso e com mais propriedades funcionais, com mais quantidade de polifenóis e antioxidantes. Sem contar no sabor, que é extremamente fresco e aromático.
Para fazer 1 litro de azeite são necessários cerca de 10 kilos de azeitonas.
Ao montar as camadas da prensa o azeite começa a escorrer.
Este equipamento foi batizado pela nossa equipe como pica-pau. É aonde acontece a primeira decantação do azeite Gamarra.
Podemos observar o azeite escorrendo na prensa.
Azeite Gamarra e as medalhas
Em 2019 enviamos nosso azeite pela primeira vez para o concurso Brazil International Olive Oil Competition e para nossa felicidade ele recebeu medalha de prata. A partir de então já foram mais 2. Bronze em 2020 e prata novamente em 2021. Isso comprova que estamos no caminho certo!
azeite Gamarra Blend – aproximadamente meia xícara, ou o quanto necessário
1 xícara (chá) de castanhas-do-pará picadas
folhas de manjericão – opcional
2 dentes de alho
sal e pimenta-do-reino a gosto
Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador ou processador de alimentos e bata até virar um creme.
Pode ser usado como pasta em torradas e pães ou como molho para macarrão bem como acompanhamento para petiscos.
Você com certeza já ouviu falar da ora-pro-nóbis, Planta alimentícia não convencional (PANC) que caiu no gosto da população pelo seu sabor suave e pelas propriedades nutricionais. Rica em proteína, ela facilmente pode substituir outras fontes como a carne e o ovo, e além disso contém outros nutrientes essenciais, como cálcio, ferro e fósforo…. – Veja mais em https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/chef-funcional/2021/11/25/pesto-de-ora-pro-nobis-cremoso.htm?cmpid=copiaecola
O azeite Gamarra Blend é um azeite Brasileiro premium produzido na serra da Matiqueira em prensa mecânica, a única em atividade no Brasil. Já ganhou 3 medalhas no Brazil International Olive Olil Competition.
Tem sabor intenso e muito frutado. É ideal para acompanhar saladas, molhos e carnes em geral.
Você já ouviu falar dos corredores ecológicos? Sabe o que são e qual a importância deles?
Te convido a ler essa postagem que a Valéria Rocha, bióloga e nossa mais nova parceira, preparou!
Ecologia da Paisagem com as Oliveiras
Tudo na natureza funciona em dimensões ou escalas de paisagem onde os seres vivos conseguem realizar seus ciclos da vida; ou seja, nascem, crescem, se desenvolvem, reproduzem e morrem. Tudo isso acontece em períodos de tempo, de espaços e por relações ecológicas que são diferenciadas em função dessas dimensões.
A paisagem, onde tudo isso está acontecendo, se modifica a depender do espectador… se olharmos através de uma lupa, o que vemos pode ser um pequeno espaço, mas com biodiversidade, relações ecológicas e ciclos de vida acontecendo, porém, numa escala micro. Se olharmos uma foto área, também vemos biodiversidade, relações ecológicas e os ciclos acontecendo, porém numa escala bem maior. Cada fração de espaço, portanto, determina a manutenção dos seres que ali existem.
Mas o que há em comum? Bem, o que há em comum são os fatores que promovem a vida e seus ciclos de existência e que ocorrem em ambas dimensões. Seriam os fatores abióticos como as questões físicas (relevo, altitude, clima), as químicas (disponibilidade de nutrientes, ferohormonios, etc), os fatores bióticos como as questões biológicas (os próprios seres vivos) e as questões ecológicas (as relações entre estes seres e com o meio em que vivem). Estes fatores são interdependentes. A existência de cada um promove a existência do outro e determinará que espécies ocorrerão nestes espaços e dimensões.
Portanto qualquer interferência que necessitamos fazer em um ambiente natural vai alterar esta dinâmica. Desde uma simples alteração, como uma pequena plantação em uma grande floresta, até uma grande plantação que ocuparia uma grande área de um bioma. Nesta ultima situação a mudança afetaria ambas dimensões, pequenas e grandes.
O grande diferencial é como fazermos estas interferências. O ideal é assegurarmos essas relações ecológicas nas duas dimensões ou escalas, ou seja, da micro à grandes paisagens. Para isso as culturas ou plantações que atentam para estas questões contribuem para a manutenção dos ecossistemas associados às suas culturas garantindo o funcionamento e serviços ecossistêmicos essenciais a vida de toda uma região.
Um belo exemplo são os Olivais Gamarra na serra da Mantiqueira, especificamente no Vale do Gamarra no município de Baependi, sul de Minas Gerais. Estes olivais estão inseridos nos fragmentos florestais de mata atlântica de altitude e campos de cerrado de altitude que compõem o vale. Estas plantações da forma como foram planejadas, asseguram a continuidade destes fragmentos formando verdadeiros cinturões ou corredores ecológicos, garantindo, portanto, que as relações ecológicas existentes sejam mantidas em todas as dimensões, pequenas e em grandes escalas do bioma como um todo. Com isso, mesmo com uma interferência na paisagem natural, os serviços ecossistêmicos como mananciais hídricos, micro climas, recursos florestais etc… acontecem e a manutenção da biodiversidade pode ser garantida.
Sobre a autora
Valéria Rocha França da Silva, bióloga e mestre em ecologia aplicada à gestão ambiental pela UFBA. Atuou por 14 anos como coordenadora nacional temática na área de educação ambiental e inclusão social do projeto Tamar. Sempre gostou de trabalhar com conservação integrada a ações socioambientais. Atualmente reside no Vale do Gamarra sendo admiradora e parceira do Olival Santa Maria e das iniciativas sustentáveis do vale.
Um pouquinho mais sobre corredores ecológicos
Corredor ecológico ou corredor de biodiversidade são áreas que unem os fragmentos florestais ou unidades de conservação separados por interferência humana, como por exemplo, estradas, agricultura, atividade madeireira.
O objetivo do corredor ecológico é permitir o livre deslocamento de animais, a dispersão de sementes e o aumento da cobertura vegetal. Ele reduz os efeitos da fragmentação dos ecossistemas ao promover a ligação entre diferentes áreas e permitir o fluxo gênico entre as espécies da fauna e flora. Esse trânsito permite a recolonização de áreas degradadas, em um movimento que de uma só vez concilia a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento ambiental na região.
Para saber mais acesse:
O que são corredores Ecolológicos. DicionárioAmbiental. ((o))eco, Rio de Janeiro, ago. 2014. Disponível em: <https://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28538-o-que-sao-corredores-ecologicos/>. Acesso em: 20.03.2021.
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O azeite Gamarra é extraído em nossa prensa mecânica de extração a frio. A única deste formato em funcionamento no Brasil.
Você já viu como é feito o azeite Gamarra?
Este post é para explicar como é feita a extração do azeite em nossa prensa mecânica.
Um processo bem artesanal, como antigamente. Mas feito com muuuito cuidado e atenção em cada detalhe.
Primeiro todas as azeitonas são pesadas antes de irem para o salão de processamento. Isso é muito importante, para saber qual foi o rendimento. Geralmente colhemos as azeitonas bem verdes e temos um rendimento de 10%. Isso quer dizer que para cada 10 kilos de azeitona, é produzido 1 litro de azeite.
Depois as azeitonas passam pelo triturador. Tudo é triturado, inclusive o caroço.
Próxima etapa é bater a massa para soltar o azeite.
Montam-se as tortas na prensa. Camada por camada, com uma tela entre elas para segurar a massa.
O azeite começa a escorrer antes mesmo de ser prensado. Lindo de ver!!
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